Caiu tão de pé que nem pareceu derrotado. Não foi pelo que é pedido a um treinador que o Flamengo foi batido pelo Liverpool.
Não é possível afirmar-se, em consciência, que este Flamengo, sem Jesus, não faria 120 minutos olhos nos olhos com o Liverpool como ontem fez. Não se leia nisto qualquer menosprezo pela dimensão do emblema do Rio de Janeiro.
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Leia-se, sim, que este Liverpool é letal, das melhores e mais entusiasmantes equipas dos últimos anos à escala mundial. Jorge Jesus sabe-o. Mas o que sabe de futebol permitiu que não ficasse um centímetro atrás do seu rival, o revolucionário Klopp. Tudo o que era sistema, estratégia, posicionamento tático... tudo o que dependia das ordem dos treinadores deu empate. A vitória foi decidida por detalhes, dos que os treinadores se limitam a ver acontecer. Nos detalhes, Roberto Firmino protagonizou um momento mais afinado que todos os outros. E assim se resolveu um Mundial de Clubes. Uma última nota de portugalidade nesta final: Vítor Matos, um dos adjuntos de Klopp, é campeão do mundo.
Por cá, olhando aos desfechos de ontem e às expectativas de hoje, tudo indica que a Final Four da Taça da Liga se disputará apenas pela classe alta e média alta. Sporting e Vitória de Guimarães já marcaram presença, e FC Porto e Braga estão bem posicionados para o conseguirem hoje. De fora fica o Benfica, sete vezes vencedor deste título, mas pela segunda vez arredado desta fase final (a quarta no atual formato). Confirmando-se as expectativas, os organizadores da prova - na última semana de janeiro em Braga - já esfregam as mãos, antecipando três enchentes.
Uma última nota de portugalidade nesta final: Vítor Matos, um dos adjuntos de Klopp, é campeão do mundo de clubes
Mas esta foi uma jornada (ainda faltam três jogos) em que as arbitragens voltaram a estar sob fogo: uma expulsão (Bolasie) que, à partida - e à partida é para não ser muito irónico -, seria revertida pelo VAR (não entra nesta fase da Liga) e a queixa do Rio Ave, que protesta o facto de ter sido arbitrado por um juiz de categoria inferior ao da partida entre Portimonense e Sporting, do mesmo grupo. Qualidades pessoais à parte, o critério do CA deixou muito a desejar.
