Afinal, a DGS está disponível para permitir a entrada de adeptos nas bancadas: depende de quem pede.
O Portugal-Espanha e o Portugal-Suécia terão adeptos nas bancadas, estando autorizada até 5% e 10% respetivamente, da lotação do Estádio José Alvalade.
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O anúncio da decisão refere a realização de reuniões de trabalho ao longo das últimas semanas entre a DGS e a Federação Portuguesa de Futebol, o que não deixa de ser surpreendente. Desde logo considerando que, precisamente ao longo das últimas semanas, Graça Freitas foi dando sucessivas negas à Liga e aos clubes que tentaram testar o regresso do público às bancadas, repetindo o argumento do agravamento da pandemia e do aumento dos fatores de risco associados ao final das férias de verão e ao regresso às aulas, sem mostrar grande abertura para debater o assunto.
O anúncio de que Alvalade poderá receber 2500 adeptos num jogo e cinco mil no outro, para além de ser um passo decisivo no sentido de uma eventual autorização da presença de público nos jogos de futebol em Portugal continental, mostra, mais uma vez, que Fernando Gomes se move com um à-vontade nos corredores do poder que não tem paralelo entre os protagonistas do futebol português. E, por tabela, volta a expor as dificuldades que Pedro Proença sente para se fazer ouvir nos mesmos corredores.
Por coincidência, o anúncio de terça-feira abafa a notícia da confirmação da presença de público nas bancadas do Santa Clara-Gil Vicente e antecede a Assembleia Geral da Liga agendada para esta quarta-feira oferecendo o devido contexto para alguns comunicados recentes que colocaram o organismo dirigido por Pedro Proença na mira. Não será muito arriscado apostar que, pelo menos para os clubes que os redigiram, o anúncio de terça-feira não há de ter sido uma completa surpresa.
