Protestar contra ganhos milionários de profissionais como Jorge Jesus ou Cristina Ferreira é inveja e ignorância sobre o mundo onde vivemos.
Ficar chocado com as transferências milionárias de Jorge Jesus e de Cristina Ferreira ou é ignorância social ou inveja pessoal.
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Gosto da Democracia e da sociedade de mercado, embora defenda a sua regulação paga com os meus impostos. Jesus e Cristina são pagos por entidades privadas: o Benfica e a TVI. Para mim, desde que paguem os devidos impostos, até agradeço que recebam o que eu nunca receberia nos meus mais (sejam lá quantos forem) anos de vida. Ah!, também me é irrelevante que uma traição chifruda se apague por nova jura de amor eterno. É coisa que tem o seu preço e não sou eu que pago ou que ostento tal armação na testa.
Mas - claro -, por ignorância ou inveja, o preço certo dos salários alheios é uma frente de batalha dos tempos que correm. E dizem-me: "Ó Toninho, parece-te justo que um caixa de supermercado ganhe o que ganha e nem tem tempo para verter águas?!?". Vá, esfreguem-me nas ventas essa verdade absoluta da justiça igualitária. Ou usem um enfermeiro como exemplo similar, que é da moda e do Serviço Nacional de Saúde (aquela coisa que toda a gente quer e que quase ninguém se lembra que só existe porque se pagam impostos). Bem, mas não, não parece justo. Porém, a culpa não é de Jesus ou de Cristina. Trabalham para o sucesso que têm.
Ah!, também me é irrelevante que uma traição chifruda se apague com uma nova jura de amor eterno. É coisa que tem o seu preço...
O problema é que as injustiças a sério começam longe da perceção dos justiceiros de última hora. Injusto é haver equipas de futebol que, contra todas as regras da concorrência, permanecem em competição quando não cumprem repetidamente os seus compromissos. E, tal como na vida extrafutebol, isso só acontece porque as entidades e instâncias que deviam regular e sancionar tais injustiças estão entaladas em mesquinhas guerras de poder individual ou de emblemas. E se hoje o Aves é um bico de obra que pode amesquinhar o que outros desportivamente conquistam, a culpa não é dos seus gestores. É de quem os deixou chegar até aqui. E de quem lhes foi dando munição para brincar à guerra de trincheiras.
