Herrera e Bruno Fernandes valem o bilhete para o Jamor. Na despedida só um estará feliz, mas ambos merecem o maior aplauso.
Herrera e Bruno Fernandes despedem-se amanhã do futebol português e só um vai estar feliz quando erguer os braços para agradecer aos dele o carinho dispensado, mas ambos são credores do grande aplauso geral. Partem em busca de recompensas financeiras avantajadas e fazem-no de cabeça erguida, porque deram o que tinham, honraram os emblemas e as camisolas. Como se diz no futebol das ruas, esfarraparam-se todos, merecem tudo.
Sendo pena que só um possa ganhar no dia do adeus, é uma dádiva defrontarem-se na última aparição deste ciclo - nunca se sabe se para algum deles não será apenas um até já -, porque os capitães de FC Porto e Sporting têm uma importância superlativa nas respetivas equipas. Herrera e Bruno Fernandes não vão disputar um troféu de consolação, vão jogar a final do campeonato do mundo. A presença de ambos em campo, um de cada lado, seria sempre garantia de espetáculo competitivo nem que se tratasse de um particular de pré-época; estando em causa uma oportunidade de ficar na história, é garantido que só por eles já valia a pena pagar bilhete.
No pós-Jamor, Herrera e Bruno vão tratar da vida noutras paragens e deixam o futebol português mais pobre, não por serem insubstituíveis, mas pelo que representaram no FC Porto e no Sporting. Antes da saudade, ainda há uma hipótese de os ver em confronto. Daqui por um mês haverá outros no lugar deles e a bola continuará a rolar com a mesma alegria. Ficarão as referências e os exemplos de ambos. Para juntar a dezenas de outros.
