A conquista da UEFA Youth League pelos Sub19 do FC Porto e outros primeiros de maio
O simbolismo do 1.º de Maio alarga-se a mais um ramo de atividade, o futebol jovem, que conhecerá hoje o primeiro vencedor da Liga Revelação, criada pela Federação Portuguesa de Futebol para abrir horizontes a jovens jogadores. Esta, que ainda não o é na plenitude, poderá vir a ser num futuro próximo uma competição importante quando se volta a falar da necessidade de investir na formação.
O FC Porto foi campeão europeu de sub-19 há três dias, o Benfica tem dado bom uso a um grupo de jovens promessas saídas do Seixal, o Sporting tenta reativar a fábrica dos Figos e dos Cristianos Ronaldos. É claro que a redescoberta do caminho das academias também tem a ver com a falta de capacidade económica do futebol português para competir entre os grandes da Europa, mas se todos sabem ser essa a via do futuro, há que apostar.
Foi exatamente há quinhentos e dezanove anos que a carta de Pêro Vaz de Caminha anunciou a descoberta do Brasil. O futebol achou-o mais tarde, só que, entretanto, qualidade e baixo preço deixaram de ser sinónimos por lá. E voltamos à formação e há necessidade de investir, apesar de, lamentavelmente, apesar de o comércio de escravos ter sido proibido a 1 de maio de 1807, continuar a haver navios negreiros a chegar ao futebol europeu, como o SEF tanto tem sinalizado nos últimos tempos.
O Dia do Trabalhador, criado a 1 de maio de 1886 em Chicago, nos Estados Unidos, quando meio milhão de operários fez greve por melhores condições de trabalho e horários mais humanos (chegavam a 17 horas), também não pode ser esquecido. Como tem de ser festejado o encerramento do Campo (de Concentração) do Tarrafal, a 1 de maio de 1974.
Como memória triste de um dia que a história foi tornando festivo, aconteceu a morte de Ayrton Senna, há 25 anos.
