FORA DA CAIXA >> A marcação do jogo da Supertaça para hoje é um dos poucos efeitos colaterais positivos da pandemia no futebol português
A marcação do jogo da Supertaça para hoje é um dos poucos efeitos colaterais positivos da pandemia no futebol português. Não temos um "boxing day", mas desta vez temos algum entusiasmo à volta do Natal - ainda por cima com a rivalidade mais competitiva das últimas décadas em jogo.
Bem faria a FPF se fixasse esta partida na quadra - talvez até no dia 26. A Taça da Liga parece a caminho da extinção (advento de que não virá grande mal ao mundo), e tanto a Supertaça como a própria Taça de Portugal precisam de consolidar posições. Vem aí uma revolução no futebol europeu, com consequências sobre que ainda só podemos especular. A não ser estas: vamos ficar de fora, vamos perder visibilidade - e, mesmo que ganhemos competitividade, já nada se sustenta sem visibilidade.
A ver se o Benfica chega pelo menos aos "50% do que pode render" e ajuda a valorizar a competição. Pela frente, tem um adversário capaz de jogar até de máscara e os pontos de uma cirurgia a cicatrizar.
Ontem vi a imagem de um piloto brasileiro de superbike a levantar os braços da mota cedo de mais, celebrando a vitória, e a acabar em terceiro. Fez-me lembrar este Benfica. Os jornais chamam-lhe "insólito". Vieira começa à procura de um nome também.
Para recortar: como se não houvesse idade
O que Quaresma fez nos Açores, frente ao Santa Clara, é qualquer coisa de superlativo. Os veteranos da selecção campeã da Europa continuam vivos e aos pontapés, quase todos eles, e eu não consigo dissociar uma coisa da outra.
