O renascido G15 quer o caso apreciado pelo VAR dos documentos para tentar entender a parte das fintas que lhe fizeram, o que passou ao lado e com que consequências.
O futebol adora fintas, o dos gabinetes ainda mais, muitas vezes parece ter parado na década de 1960 quando se jogava a passo e se valorizava tanto o chamado nó cego como um golo. No relvado, o que era bonito nesse tempo deixou de ser, o futebol evoluiu de uma forma fantástica, mas o vírus da valorização das tangas e do jogo de cintura ficou incrustado na parte das instalações não frequentada por técnicos e jogadores. Foi até transferido com o restante mobiliário nas mudanças de estádios e nas sedes das organizações.
Há cerca de um ano e meio foi decidido e votado pelos clubes a reintegração do Gil Vicente, mas o processo, saído de uma decisão judicial, não podia ser linear. Faltavam as fintas mas não o jogo de bastidores. Ainda assim, mesmo depois de pactuar com a existência de dois documentos e um deles escondido à Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença garante ter havido boa-fé, remetendo a responsabilidade da parte esconsa para os gabinetes dos juristas. É por isso que o renascido G15 quer o caso apreciado pelo VAR dos documentos para tentar entender a parte das fintas que lhe fizeram, o que passou ao lado e com que consequências. Tão futeboleira como compreensível foi a reação da FPF: uma entrada a pés juntos para travar tanto drible e simulação.
Ao menos esta parte da entrada de carrinho é parecido com futebol. O francês Makélélé ainda contou anteontem uma ameaça que fez em campo a Ronaldinho Gaúcho. "Rapaz, vê se me fintas com boas maneiras, com esses truques de PlayStation mando-te para o hospital."
Adorava ver jogar Makélélé.
