SENADO - Um artigo de opinião de José Eduardo Simões
Com as permissivas leis e regulamentos que temos e as doutas decisões das instâncias de disciplina e justiça (?) desportiva, os dirigentes andam em permanente fora de jogo. Por cá, claro, pois quando se trata da UEFA parecem uns cordeirinhos dóceis. Não há, nesse mundo tão diferente do nosso, recursos, manhas, alegações sobre (não) difamação, insultos, foguetório, palavreado racista ou em geral proibido, que valham, porque as penas são pesadas e pagas "na hora". E se não quiserem que vão brincar para o jardim escola, onde são fortes e abusam dos fracos. O episódio de romperem com a tradição de entregar aos clubes da Liga 2 um pequeno contributo das verbas que a UEFA é sintomático da sobranceria desta gente sem memória nem princípios. Tivessem eles poderes absolutos e rapidamente regressaria um sistema tipo feudal ao futebol.

