"Fernando Santos tem uma guarda pretoriana para ajudar os mais novos a crescer"
JOGO FINAL - Carlos Machado, chefe de redação de O JOGO, escreve hoje sobre a Seleção.
A armada de Fernando Santos começa hoje a defender o título europeu conquistado no memorável França"2016 e o mínimo que se pede é a excelência. Volvidos mais de dois anos e meio, a Seleção passou de forma honrosa pela Taça das Confederações e pelo Mundial da Rússia, assim como embarcou na muito interessante aventura da Liga das Nações, mas antes de a rematar na final, a 4 de junho, há pela frente trabalho duro a pensar no verão de 2020.
Santos tem uma guarda pretoriana para o ajudar no processo de renovação, mas o importante é apontar a Wembley.
A nova prova da UEFA impôs a Portugal jogos com adversários de valia sustentada pelo ranking, pressupondo elevado grau de dificuldade. Fernando Santos fez dos desafios com Polónia e Itália banco de ensaios e foi bem-sucedido. Mesmo muito bem. Mas, atenção!, não nasceu ali uma equipa nova, não há dois grupos em marcha, um a sair e outro a entrar. Durante a Liga das Nações houve gente nova a apresentar serviço, surgiram alternativas de qualidade com vista a um rejuvenescimento progressivo. Só isso, e não foi pouco!
É claro que há um lote de intocáveis sem bilhete de identidade, como Pepe e José Fonte, já que Cristiano Ronaldo é um caso à parte, por tudo. No lote agora restrito dos imprescindíveis figura também João Moutinho, seja ou não titular, porque há sempre lugar para o multifacetado especialista sem especialidade. Fernando Santos tem uma guarda pretoriana para ajudar os mais novos a crescer.
Bora lá, Portugal. É tempo de atacar outro Europeu. A única parte esquisita será só a fase final em modo Platini, disputada em 12 cidades-sede de diferentes países. Para chegar a Wembley, pode ter de se andar a saltar de Baku para São Petersburgo, Bilbau, Copenhaga e por aí fora. Como é óbvio, Fernando Santos já mandou reservar um voo charter proveniente de Londres a 13 de julho.
