JOGO FINAL - O selecionador tem razão. Candidato e favorito não são sinónimos
O Portugal cuja nota de desempenho oscila entre o suficiente e o suficiente mais carimbou a 11ª qualificação para uma fase final - seis Europeus, cinco Mundiais - e garantiu o direito a defender a coroa conquistada naquela loucura de Éder e companhia, em Paris, numa noite a 10 de julho.
Deixemos o favoritismo para os que o são de facto. Alemanha, Espanha e França são as potências, os favoritos
Enquanto campeã da Europa, a Seleção Nacional foi terceira na Taça das Confederações 2017, ficou-se pelos "oitavos" no Mundial da Rússia 2018 e venceu a Liga das Nações em 2019. É bom! Tendo em conta que nas duas últimas provas em que só houve europeus Portugal ganhou, é ainda mais animador.
Fernando Santos, o grande gestor, deu mais uma prova de competência, equilíbrio e lucidez durante a qualificação, mas agora vai ter de prestar mais um complicado serviço à pátria: explicar a mesmo muita gente que candidato e favorito não são sinónimos. Cansa-se de dizer que, mesmo campeão da Europa, Portugal não é favorito, mas sim candidato a ganhar, como aconteceu em 2016.
Ontem, acabou de o fazer e dispararam logo as perguntas a forçar respostas/comentários concordantes sobre ser essa uma questão semântica. Não é! Trata-se de uma questão real.
Querer ganhar, trabalhar muito, pensar bem e agir em conformidade para candidatar-se a fazê-lo é uma proposta realista assente na qualidade de um naipe de jogadores, mas o código de intenções termina aí, depois espera-se pelos jogos e pela conjugação de fatores como castigos, cartões, estado físico de algumas peças após uma época de rebentar.
Deixemos o favoritismo para os que o são de facto. Alemanha, Espanha e França são as potências, os favoritos. Depois há o lote daqueles que também podem sonhar em ganhar a todos, grupo de que fazem parte Portugal, Itália, Bélgica, Holanda, Croácia e talvez Inglaterra, tendo as dúvidas sobre os ingleses mais a ver com o histórico de falhanços do que com o potencial.
No Euro dos 12 países, Portugal é candidato!
