O Benfica nunca teve reais hipóteses de discutir a partida. O Bayern está noutro patamar
Sem surpresa, o Bayern Munique passou pela Luz exibindo um futebol superior, não dando sequer hipóteses ao Benfica de discutir a partida. Rui Vitória reconheceu estar o crónico campeão da Alemanha num patamar acima dos restantes concorrentes do grupo e realçou a importância de a equipa bávara dominar todos os momentos do jogo. Essa é principal razão da superioridade exibida e também da desde sempre prevista capacidade para transformar este grupo da Champions num passeio.
Em alturas como esta, quando as debilidades de uma equipa portuguesa são postas a nu por um dos colossos europeus, lá vem a tentação de falar em orçamentos e no poderio económico desses emblemas. O problema é que é verdade. Ontem, o Bayern Munique estacionou o cofre à frente da baliza e deixou o Benfica em branco. Estavam lá Renato Sanches, Neuer, Hummels, Lewandowski e mais sete. Destes, seis não tinham sido titulares no último jogo da Bundesliga.
Quanto ao futuro no grupo, as dúvidas ficaram desfeitas no dia do sorteio: há o Bayern e mais três a correr para o segundo lugar. A seguir existe a obrigação de tentar contrariar a tendência sem depressões por tentativas falhadas e pensar nos reais adversários a bater. O Benfica tem oponentes mais do que ao alcance mas um calendário ingrato, porque após receber os alemães tem duas saídas. Quatro pontos fora e seis em casa deverão ser suficientes para seguir em frente.
