Soa a extraordinário se pensarmos no sucedido em maio de 2013, mas a vida corre como nunca ao treinador do Benfica
No futebol é diferente: quando a esmola é grande, até o rico desconfia - ou deve desconfiar. Soa a qualquer coisa de extraordinário, pela forma desconsolada como se fechou a época passada e pelos repetidos solavancos no arranque da temporada em que ainda se compete, mas a vida corre como nunca ao treinador do Benfica. Há um ano era igual? Não, não é verdade. Nos últimos dias de abril de 2013, já se falava e escrevia, sim, sobre a tripleta que se esboçava no horizonte de Jorge Jesus, isto é, a respeito da possibilidade de, numa assentada, açambarcar campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal. Dentro e fora de fronteiras, os troféus, porém, voaram para outras mãos. A conclusão da campanha foi aquilo que se sabe: feia como noite de temporal. O cenário agora é outro - e o recheio da montanha de hipóteses ainda mais guloso. Jesus não tem culpa das voltas que os órgãos disciplinares e os gestores do futebol português deram até encaixarem no calendário a meia-final da Taça da Liga que, durante dois meses, foi um ponto de interrogação, mas a verdade é que o próximo confronto com o FC Porto acontecerá dia 27, data em que já deveríamos conhecer o vencedor da competição e não apenas o finalista que se juntará ao Rio Ave. Indo ao que interessa, é a primeira vez, nos cinco anos que leva à frente da equipa do Benfica, que Jesus chega a uma fase tão adiantada da temporada com probabilidades de sucesso em toda a linha: campeonato, Taça de Portugal, Taça da Liga e Liga Europa. E esta? E se a tragédia desportiva de maio de 2013 for compensada com o pleno em 2014? Têm (também) a palavra os adversários.
