Entre prémios no Dubai e elogios ao talento português, o futebol parecia em paz consigo próprio. Bastou um Braga-Benfica para lembrar que, por cá, o entusiasmo dura até ao próximo apito.
Para os otimistas, uma mensagem: voltem a apertar os cintos. Para os realistas, nada mudou. Enquanto o sol não se pôs ontem, o horizonte do futebol português era o reflexo dos prémios coletivos e individuais recebidos no Globe Soccer Awards. Sim, não é o The Best, nem a Bola de Ouro, mas o talento português esteve em evidência no Dubai. Portanto, até esse momento tudo era bonito, porque todos recordamos a conquista da Liga das Nações pela seleção de Portugal, suspiramos com o título de melhor médio do mundo entregue a Vitinha - como se precisássemos dessa validação... - e voltámos a achar que nenhum prémio é um prémio a mais para a carreira de Cristiano Ronaldo. Nem para Jorge Mendes ou Luís Campos. Um orgulho natural a brilhar para os lados da Península Arábica. Lá longe, mas ainda assim perto do coração lusitano.

