É justo que se veja para lá da desilusão: Oblak é um dos créditos reclamáveis pela gestão de Jesus
1 Costuma ser rápido: uma vez que o troféu da Liga Europa foi parar às mãos do Sevilha, o mais provável é que, pelo menos até domingo, dia em que se joga a final da Taça de Portugal, se vejam defeitos, novos ou velhos, onde até à última quarta-feira, antes da decisão de Turim, só se encontravam virtudes. Do que se fala é da bola que o Benfica não foi capaz de enfiar na baliza de Beto em 120 minutos; ou do tremor de Cardozo e da falta de confiança de Rodrigo nos penáltis do desempate. Mas é recomendável, e justo, que se veja para lá da montanha da desilusão. A emergência e respetiva afirmação, nacional e internacional, de Oblak é um dos créditos reclamáveis pela gestão técnica de Jorge Jesus nesta temporada. Pode alegar-se que o guarda-redes não foi apertadíssimo pelos andaluzes; não se foge à verdade, mas é redutor avaliar o comportamento e o desempenho apenas pelo parâmetro das defesas realizadas. Em tudo o que fez, com as mãos e com os pés, o esloveno foi aquilo que o coletivo não conseguiu ser: perfeito.
2 Ontem, em Antuérpia, onde até tentou replicar o "canto direto à Morais" que a 15 de maio de 1964, já lá vão 50 anos, rendeu a conquista da Taça das Taças - o único troféu europeu do Sporting -, Bruno de Carvalho confirmou, ao seu estilo, a mudança de treinador em Alvalade antecipada por O JOGO. Acerca da partida de Leonardo Jardim para o Mónaco e da sucessão que terá a cara e o corpo de Marco Silva, o presidente dos verdes e brancos reagiu da mesma forma - "Próxima pergunta..." -, não reprimindo, porém, um leve sorriso. Sem afirmar, anunciou o que aí vem...
