Contexto do Benfica está perfeito para fabricar heróis e Anísio Cabral assumiu esse papel com distinção
Há opiniões que valem pouco, ou mesmo nada. Esta, por exemplo, é bem capaz de nem sequer se aguentar por 24 horas, porque qualquer projeção que se faça sobre o campeonato arrisca-se a ficar desatualizada hoje à noite, no pós-clássico.
Está muita coisa em jogo no Dragão, a começar por um esclarecimento cabal sobre o momento dos dois candidatos principais na corrida ao título: o Sporting tem abanado sem cair, e até foi obrigado a trabalho suplementar para seguir na Taça de Portugal; o FC Porto caiu mesmo na última jornada, naquele que foi um desfecho mais ou menos óbvio a sublinhar uma notória quebra de forma.
Linear, e por baixo, continua o rendimento do Benfica. Ironicamente, não há contexto melhor do que esse para fabricar heróis, como Anísio Cabral, o foguete que voltou a saltar do banco para marcar no minuto seguinte. Duas jornadas, dois minutos e dois golos é obra! Para Mourinho é obra de mestre, claro. Aliás, Anísio tem tudo para ser a assinatura digital do treinador, uma espécie de bandeira de esperança a tapar a frustração do terceiro lugar. Já o quarto anda numa animada alternância entre Gil Vicente e Braga, que até têm encontro marcado na próxima jornada para ver se clarificam o assunto, porque um deles terá de contentar-se com o quinto. E para o Gil, isso estaria longe de ser o quinto dos infernos...

