Esta é uma história de golos, gente feliz e uns rapazolas atrevidos à anos 70.
Cristiano Ronaldo, o homem do saco, voltou ao ativo fazendo questão de que todo o mundo desse conta. Esteve lesionado, em dúvida só para quem ainda não percebeu a fibra de que é feito, apareceu em campo a titular e, como de costume, ainda mais na Champions, inclinou a tabuleiro da eliminatória para o lado dele, que esta época beneficia a Juventus. Há muito se diz ser complicado encontrar adjetivos para dizer ou escrever sobre ele. E não são precisos, porque golo é substantivo.
Ver jogar este Ajax é um encanto, a miudagem tem um andamento incrível, os mais velhos que os controlam uma qualidade superlativa, nem uns nem outros são impressionáveis, mas há fatores difíceis de combater. Cristiano Ronaldo será o pior de todos. Bastou um lance, uma oportunidade, e a amassada Juventus ficou pronta a sair de Amesterdão em modo festivo. Não pode é afirmar-se que o destino da eliminatória está traçado porque esta equipa holandesa honra o nome do histórico que se fez grande e revolucionário na década de 1970, como tão bem se viu na ronda anterior em casa do Real Madrid. Depois de perder em casa (1-2), venceu 4-1 no Santiago Bernabéu. É obra!
Não é difícil prever que desta vez possa ser diferente. O cinismo italiano será o outro problema do Ajax. O primeiro é Cristiano, o homem do saco, aquele que precisa de um saco enorme se quiser levar às costas todos os golos. Só da Champions são 125, oito ao Ajax em seis jogos. Sim, porque a história deste madeirense é de alegria, a estátua dele podia partilhar a legenda da do mítico Bill Shankly, do Liverpool: "Ele fez as pessoas felizes"!
