FORA DA CAIXA - Um artigo de opinião de Joel Neto.
"O Benfica tem menos grandes penalidades do que antes? É aprender a propiciar a infracção adversária na área"
Qualquer exercício de comparação entre os penáltis contabilizados por uma e outra equipa, até pela mesma equipa em épocas distintas, é um exercício de desonestidade.
Porque ignora que cada jogo é um jogo e cada época uma combinação de jogos tão diferente que só pode ser muitíssimo distinta da outra; porque ignora que cada equipa tem o seu próprio modelo táctico, que esse modelo evolui de ano para ano, mesmo de semana para semana, e que cada evolução produz uma determinada reacção do adversário e, portanto, uma dinâmica particular no encontro entre os dois; e porque, sugerindo uma influência intencional de forças externas ao confronto entre 22 homens - desde logo, dos árbitros, que é quem assinala penáltis -, ignora que o condicionamento de uma partida vence muito melhor o escrutínio, e portanto é muito mais eficaz, quando não se sustenta de decisões tão expostas como as relativas a penáltis, cartões vermelhos ou até foras-de-jogo.
Portanto, o Benfica tem menos grandes penalidades do que antes? É aprender a propiciar a infracção adversária na área. Ou será que devíamos ir agora certificamos de que, naqueles anos em que ganhava tudo, não estava a ter grandes penalidades a mais?
Dois empurrões... e um epílogo esmorecido
Na verdade, a explosão entre Loum e Pepe (ou vice-versa) até podia ser uma boa notícia - uma notícia de desejo, tensão competitiva e exercício de liderança. O problema é o senegalês jogar tão pouco.
