VISTO DE ITÁLIA - Conceição demonstrou ser um treinador adequado para futebol italiano, fala perfeitamente o idioma e conhece os cantos à casa.
Sérgio Conceição está no último ano de contrato com o FC Porto e este ano, mais do que nunca, chamou à atenção de todas equipas da Serie A.
A forma como eliminou a Juventus, de Cristiano Ronaldo, na Liga dos Campeões, abriu-lhe mais portas em Itália. Isso é um facto.
Não significa que já tenha propostas concretas, ou que não irá renovar com o FC Porto, porque todos estes cenários podem fazer sentido. Depende dele, porque o FC Porto é um clube com grandes ambições europeias e nem todos em Itália podem gabar-se do mesmo currículo internacional dos dragões. Mas, este ano, o treinador português teve a oportunidade única de brilhar perante o clube mais ambicioso de Itália e conseguiu fazê-lo de forma perfeita, demonstrando grande capacidade de gestão de grupo, de saber montar uma estratégia vencedora para os dois jogos, defesa sólida, ideia de jogo concreta e pragmatismo, características que assentam como uma luva no estilo de treinador da Serie A.
A forma como o FC Porto se bateu diante do Chelsea também não passou inobservada. O FC Porto perdeu por 2-1 no cômputo dos dois jogos, frente a uma das equipas mais talentosas da Europa neste momento.
Outro fator importante é que, este ano, mais do que nos anteriores, os principais clubes da Serie A podem mudar de treinador. Vai haver dança de cadeiras e pode envolver quase todos: Milan, Fiorentina, Roma, Juventus, Inter, Lázio e até Atalanta. Sim, porque Antonio Conte vai ganhar o Scudetto, mas não quer dizer que fique. Pirlo deve continuar, mas também depende muito da forma como terminará a época. Pioli a mesma coisa.
Sérgio Conceição demonstrou ser um treinador adequado para futebol italiano, fala perfeitamente o idioma e conhece os cantos à casa. O facto de ter jogado na Lázio, a meu ver, não invalida que se sente em qualquer outra das cadeiras da Serie A. Porque não? Antonio Conte foi capitão e símbolo da Juve, treinou a Vecchia Signora e hoje está no lado dos rivais. Em Itália, isso não é, e nunca será, um grande problema.
