Mais importantes do que as conclusões de Fernando Santos serão as das autoridades sanitárias.
Portugal e Espanha fizeram aquilo de que mais gostam nos últimos anos quando se defrontam: empataram.
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Mas nem por isso defraudaram as expectativas de um confronto entre vizinhos e rivais, mesmo com o resultado a zero. Portugal teve Rui Patrício, a Espanha teve a barra da baliza norte, porque se tivesse sido na outra, chamada Vítor Damas, talvez aquelas duas bolas entrassem em nome dos velhos tempos de tão ilustre figura. Não houve justiça poética, mas assistiu-se a um futebol interessante, com a Espanha a dominar de início e Portugal a fazer uma bela segunda parte.
Não houve golos, os treinadores de ambos os lados tiraram ilações, mas falta conhecer a mais importante das avaliações: saber se o público presente se comportou com a dignidade necessária para este teste ser um de vários até à decisão satisfatória. É urgente saber se Portugal testou positivo nesta aparição dos adeptos, porque isto de ter pessoas nas bancadas funciona ao contrário do coronavírus. Para a covid-19, negativo é que é bom, para o regresso do público aos estádios interessa ter vários testes positivos. Para que da próxima vez possam ser mais, e depois mais ainda, até a alegria ser reposta, mesmo às fatias.
O outro teste, o da equipa em campo frente a uma potência mundial antes de bater de frente com o campeão do mundo, também foi positivo. E Fernando Santos conhece tão bem a tropa que não haveria problemas de maior se não tivesse corrido bem.
