
Há casinhos e casos no nosso futebol. O de Boaventura é um caso sério, até porque a sanção acessória aplicada só o impede de estar afastado dos negócios durante dois anos, quando deveria ficar para sempre.
O permanente clima de suspeição é um dos problemas do futebol português. Esta turbulência insustentável, com danos potenciais de credibilidade junto de adeptos e investidores, tem origem muitas vezes na desonestidade dos próprios clubes, por nem sequer perceberem que quando atiram a areia da arbitragem para os olhos da opinião pública com vista à desresponsabilização do insucesso estão também a lançar lama para o próprio futebol. A estratégia está tão desgastada que, felizmente, são já muitos os que não lhe atribuem importância.

