FORA DA CAIXA - A opinião de Joel Neto.
Campo minado: queres ser Rúben Amorim?
Rúben Amorim tem razão: bastam duas derrotas para que alguém comece a especular sobre aproximações entre o Sporting e Abel Ferreira.
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A ideia só demonstra a sua presença de espírito e o recurso ao nome de Abel, de tão actual e tangível, a sua capacidade de comunicação. Mas a resposta ontem dada aos jornalistas não deixa de ser uma evasiva. Ele sabe que, no ponto em que a liga está, o Sporting já precisa de um colapso monumental para falhar o título.
Essa ideia não pode deixar de arrepiá-lo. Porque, verificados os dois empates consecutivos do FC Porto, e tendo em conta o fracasso prévio do Benfica, o seu Sporting está agora, como nunca, entre o céu e o inferno. Ou consegue uma vitória sem paralelo na história do futebol português, ou cede uma derrota de iguais proporções. Há adeptos rivais a deixar o estádio ao intervalo. E é um feito, os leões terem chegado a essa posição. Mas, com mais de metade do campeonato pela frente, as possibilidades de uma derrapagem - eventualmente seguida de réplicas - são muitas. Daí esse aviso, mais para dentro do que para fora: "Os jogadores comentam o resultado dos rivais, e o nosso foco é chamá-los à terra." É o que há a fazer.
Mas também é preciso que eles, jogadores, mostrem ainda mais um dos tipos de maturidade que até aqui ninguém julgou que pudessem ter.
Dúvida metódica: de Paris com amor
Porque é que os adeptos benfiquistas de Paris, ao vandalizarem a Casa do Benfica local, não insultaram os jogadores?
