Se os erros fossem "apenas" os que se cometem no relvado, estaríamos perante casos de incompetência ou falibilidade humana. Infelizmente, é bem pior do que isso
Pelo insustentável peso da disparidade de critérios, a arbitragem esteve a ferro e fogo durante a pausa para as seleções, visada por culpa própria e por aqueles que se sentiram prejudicados pela inqualificável desqualificação de algumas decisões. Há um "lance-tormento", o de António Silva a agarrar Deniz Gul pela camisola no clássico no Dragão, penálti claro que ficará para sempre como o pináculo do absurdo alimentado pela voz de um dono ou administrador de grupos WhatsApp, onde um tribunal coletivo a soldo de interesses pessoais decide o que dizer, o que fazer, como interpretar as leis do jogo. No fundo, criam um novo livro de regras, aquelas que são escritas domingo ou segunda à noite, após fechar cada jornada. Depois, é esperar pelo unanimismo e pela ausência de vergonha em grupo, como aquela que atacou tantos analistas e ex-árbitros na observação do referido lance. Num "chat" toda a gente se entende. Mas foi preciso o Benfica ser prejudicado num lance frente ao Casa Pia para cair o Carmo e a Trindade.

