A inquietação da Juventus subiu com a promessa de Jesus de soltar os velocistas na caça ao golo
O caso Enzo Pérez está para o treinador do Benfica como a sua equipa estava para a Juventus até ao pontapé de saída das meias-finais da Liga Europa: "Só uma brincadeira." Espirituoso no lançamento da decisão no Arena de Turim, Jorge Jesus passou por cima da tentativa falhada dos italianos de induzir a UEFA a excluir o influente médio da segunda mão da eliminatória e, com isso, ganhar balanço na secretaria para depois corrigir no relvado a derrota com que foram surpreendidos em Lisboa. Afinal, não passou de uma manobra de entretenimento para "tirar a pressão" do desafio, sintetizou o português. Este, confirmando o plano de ataque antecipado por O JOGO, teve ainda a "gentileza" de engrossar o grau de inquietação do adversário com a promessa de soltar os velocistas na frente, com a missão de pressionar e caçar golos. O assunto, percebe-se melhor do outro lado do biombo, é sério. E a reação do treinador rival - fez questão de ser ele a fechar o duelo das palavras - é elucidativa, mesmo com as carradas de base com que pretendeu disfarçá-la. Ostentando mais cabelo do que há 11 anos, data da última final europeia discutida pela Juve (2002/03), Antonio Conte serviu uma dose de eufemismo. "Medo? Não sabemos o que isso é. Conhecemos o significado da palavra respeito, isso sim", proclamou o italiano. Mas só dá para acreditar em metade: "respeito" foi o que o Benfica conquistou com o 2-1 na Luz; "medo" é o que a Vecchia Signora sente perante o vislumbre de falhar a final que se disputará em Turim a 14 de maio.
