O Braga precisa de se cuidar, porque o adversário o respeita. O Vitória só tem de não ir na cantiga do trapaceiro
Sporting de Braga e Vitória de Guimarães estão hoje incumbidos de prestar um serviço de monta a eles próprios e ao futebol português: apurarem-se ambos para a fase de grupos da Liga Europa, de modo a Portugal poder atacar o sexto lugar no ranking UEFA com cinco a ganhar para cinco.
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Se assim for, as possibilidades de êxito coletivo serão mais do que boas, tornar-se-ão efetivas, porque se esperam carreiras positivas nas fases seguintes. Se mesmo quando dois pontuam a dividir por cinco ou seis (porque a pontuação é sempre dividida pelo número de clubes inscritos mesmo que já tenham saído das provas) o futebol português consegue cotar-se entre os melhores, havendo mais e maiores contribuições, será possível recuperar os seis clubes e os três lugares na Champions, sem esquecer que a UEFA já anunciou para o triénio 2021-2024 a criação de uma terceira prova de clubes, uma terceira divisão europeia, para que se entenda bem o que está para vir.
No tocante aos confrontos dos minhotos, é de recomendar toda a prudência do mundo ao Braga, não só por estar a competir com uma equipa da Rússia, um opositor direto no ranking, mas principalmente pelo respeito que o adversário demonstrou pela equipa portuguesa, antes e depois de ter perdido na Pedreira. Ao V. Guimarães pede-se apenas que jogue aquilo que sabe e pode sem se distrair com as provocações de um trapaceiro troglodita que, por não ser homem de palavra, não cumprirá a promessa de cortar o pescoço se o Vitória marcar.
