Depois de já ter investido 80 milhões de euros, o Benfica mostrou que precisa de ir ao mercado.
A sobranceria de Jorge Jesus a comentar o afastamento do Benfica da Liga dos Campeões dá que pensar.
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Não que se esperasse dele um "mea culpa" em vez de desculpas, mas ficar fora da Champions depois de ter investido 80 milhões de euros em reforços, e tendo outros já previstos ou apalavrados, não é apenas um jogo mau antes do início da I Liga, em casa do Famalicão; é um resultado catastrófico no âmbito das promessas feitas.
O discurso da véspera, a falar de ambição e a olhar bem para a frente, afigurava-se de acordo com o significado atribuído à contratação do técnico, mais do que uma peça no novo projeto - ele é o homem do projeto. O de ontem, de coisas boas e outras menos boas, foi ruinoso. Ao Benfica, faltou competência! Quer no jogo quer na planificação, porque Jorge Jesus apontou para a frente, ontem até voltou a dizer que esperava chegar à Liga dos Campeões e ir longe, mas a planificação não acautelou o imediato, que era eliminar um adversário que, em Portugal, talvez conseguisse lutar por um lugar europeu, nunca pelo título, como se percebeu pelos primeiros 45 minutos. Depois valeu aos gregos o conhecimento e a argúcia de Abel Ferreira a aproveitar o descalabro benfiquista.
Na sequência de tamanho trambolhão, eis a próxima questão: sem Champions, o investimento deverá parar e as contratações em suspenso serem anuladas? Pelo que se viu ontem, apesar do muito dinheiro já investido, o Benfica precisa de ir ao mercado.
