Ao segundo jogo de exigência máxima, o Benfica voltou a perder em casa.
Mais do que nova entrada em falso na Liga dos Campeões num grupo em que deveria assumir-se como favorito, o Benfica sofreu a segunda derrota em casa da época no segundo jogo de exigência máxima a que foi sujeito.
As alterações introduzidas por Bruno Lage no onze, mesmo imprudentes, não explicam tudo, porque a incapacidade benfiquista para controlar as operações a meio-campo e mandar no jogo foi gritante, principalmente na segunda metade, quando o adversário já percebera ao que estava, pelo que fica a sensação de que o conceito até pesou mais do que os intérpretes.
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Quanto às alterações, será sempre discutível avaliar se a Champions é o palco ideal para Tomás Tavares fazer a estreia como sénior!, se Cervi com zero minutos de utilização deve passar de dispensável a titular e se é mesmo boa ideia Jota aparecer no lugar de Seferovic e mudar as tão elogiadas rotinas ofensivas/defensivas. Lage tinha uma ideia ou uma crença, mas o resultado foi o esbanjar de uma oportunidade ou até hipotecar o futuro na prova. É que nos grupos equilibrados, em que o representante do Pote 4 é tão candidato a atingir os oitavos de final quanto o campeão saído do Pote 1, manda a prudência que se ganhem os jogos em casa, porque depois um ponto fora poderá ser suficiente para passar.
Agora, o Benfica está obrigado a ganhar fora. Mais: obriga-se a nos próximos jogos apresentar uma equipa que não transmita a ideia de que a Champions não é prioridade quando os dirigentes tanto falam de projeto europeu. Rafa no banco e a entrar para o lugar de Pizzi quando funcionam bem juntos, Seferovic de fora e avançados sem poder de choque, meninos inexperientes expostos a todos os perigos, conferem mais uma ideia de desistência do que de ambição.
