Mas se não há problemas nos aviões, há problemas nos estádios, ao ar livre? Há os ajuntamentos, mas falo, por exemplo, de capacidade dos estádios reduzida a metade
Depois de grandes pressões da indústria de aviação e turismo, a EU permite que as companhias vendam os lugares que entenderem nas viagens de avião, considerando ainda um protocolo sanitário nada pesado. A pergunta é: mas se não há problemas nos aviões, há problemas nos estádios, ao ar livre? Há os ajuntamentos, mas falo, por exemplo, de capacidade dos estádios reduzida a metade. Francamente, acho que o confinamento já acabou na Europa, a não ser que haja uma segunda vaga do surto (esperemos que não) mas atenção que os casos estão a aumentar nos últimos dias.
"A nossa decisão foi que não haverá jogos da Starligue sem público. Mais vale esperar o tempo que for preciso. O modelo económico dos nossos clubes repousa num feixe de receitas"
Andebol francês
David Tebib, presidente do Nîmes e da Associação dos Clubes Profissionais de Andebol de França, diz que jogos sem público são completamente incompatíveis com o modelo económico dos clubes. "A nossa decisão foi que não haverá jogos da Starligue sem público. Mais vale esperar o tempo que for preciso. O modelo económico dos nossos clubes repousa num feixe de receitas: bilhetes, partenariados privados, partenariados institucionais, um pouco de direitos de TV. E esses diferentes canais têm a ver com público." Disse-o ao L"Equipe, que acrescenta que os direitos de TV valem 4 milhões por ano globalmente. E a França tem tido interação com Portugal nesta modalidade, em jogos e em jogadores.
O zoomestádio
O Aarhus, terceiro da liga dinamarquesa - que deve regressar já para a semana - anunciou o primeiro estádio com espectadores virtuais: 11 ecrãs à volta do relvado vão permitir aos espectadores ver o jogo lá, através da plataforma zoom, e provavelmente fazer barulho até. O zoomestádio é uma ideia destes tempos pandémicos e que parece mais criativa do que a do Borussia Moenchengladbach, que vendeu fotografias em tamanho natural dos seus sócios para serem colocadas nas bancadas (custo: 20 euros, a entregar a instituições de caridade).
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Cuba e o embargo
O Conselho Iberoamericano do Desporto, organismo associado à Cimeira Ibero-Americana, reuniu ontem por videoconferência. Portugal esteve representado pelo presidente do IPDJ, Vítor Pataco, e este escriba, presidente do CNID, como observador, numa diligência do meu colega do Uruguai, Ernesto Ortiz. Cada país falou dos seus problemas e esperanças da covid, da necessidade de voltar o futebol para dar um mínimo de normalidade. Cuba participou com um vídeo gravado e o ministro fez saber que a culpa é ainda do embargo americano que impede usar a plataforma Teams, da Microsoft. Venezuela saudou muito Cuba, algo fora de tom, Colômbia informou que só os ciclistas podem treinar (Bernal venceu o Tour) e Pataco fez a única proposta concreta do comunicado final: criação de uma plataforma digital interativa para recolha de informação dos países sobre efeitos da covid no desporto e difusão de boas práticas.
