O futebol de primeira vai andar em digressão pelo pelo Portugal profundo. O tempo é de festa. Resultado? Depois vê-se...
O Portugal profundo vai à bola mais uma vez à procura de estar perto daqueles que habitualmente só estão à disposição a televisão, na maior parte dos casos café - por causa daquela coisa da assinatura... -, quando jogam pelos clubes, e mais a recato no sofá de casa se as brigas forem da Seleção Nacional, por ora ainda em aberto. Levar o grande futebol às terras dos pequenos é um dos propósitos das jornadas de abertura da Taça de Portugal, antes de chegada a hora em que já não há pequenos e a luta volta a ser de galos.
Vila Real e Loures têm mais motivos de contentamento, vão jogar em casa própria com FC Porto e Sporting, como o Felgueiras receberá o Braga a evocar memórias de um passado não distante
É uma pena a festa não ser total, porque não tem o mesmo significado para quem foi bafejado com um grande no sorteio recebê-lo em campo emprestado ou no próprio, por mais que sejam as mordomias da troca. O relvado estragou os planos ao Sertanense. Defrontar o Benfica é inesquecível mas jogar em Coimbra não tem piada que se assemelhe a receber a partida na Sertã. Se calhar nem faria diferença no resultado, mas perde-se a alegria de mostrar as qualidades de anfitrião.
Vila Real e Loures têm mais motivos de contentamento, vão jogar em casa própria com FC Porto e Sporting, como o Felgueiras receberá o Braga a evocar memórias de um passado não distante. Do mesmo modo será importante a ida do Marítimo a Moura, do V. Guimarães a Valença ou do Feirense, melhor defesa da Europa, ao terreno do Mirandela. Isto é a festa do país real. Os resultados poderão ampliá-la até à loucura, mas na génese são acessórios.
