ECOS SEM VÍRUS - A opinião de Manuel Queiroz
Anderlecht em mudanças
Os jornalistas belgas costumam dizer que no desporto do seu país não se faz nada igual aos outros e há muito que lhes dou razão. Não têm faltado notícias por lá e tenho dado conta disso.
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Hoje é o Anderlecht, que anunciou que o maior acionista desde o final de 2017, Marc Coucke, uma personagem pelos seus milhões e não só, vai deixar de estar à frente do clube passando a pasta a Wouter Vandenhaute ex-jornalista, patrão da Volta à Flandres e também da agência de jogadores Let"s Play que diz que vai vender. Com ele estará Vincent Kompany, que quis regressar ao clube na época que agora acabou (e não foi muito bem sucedido) mas que tem muito apoio dos adeptos. Há um plano 2020/25 que é, como não nestes tempos pandémicos, um hino à formação, aos Lukakus e aos Kompanys. Coucke continuará acionista maioritário, Vandenhaut e Kompany vão comprar uma parte das ações e veremos o que dá.
Nubel o salvador?
O Schalke 04 está mal no campeonato alemão, além de ter grandes problemas financeiros. O jovem guarda-redes Aleksander Nubel, grande esperança do futebol germânico, era o titular da baliza e deixou de o ser em fevereiro, depois de se saber que tinha assinado pelo Bayern e saía a custo zero. O povo não gostou, o clube tirou-lhe a braçadeira de capitão e depois o treinador tirou-o da equipa, após um mau jogo. Mas os que se seguiram na baliza não convenceram ninguém e o último, Schubert, 21 anos, ainda agora foi um dos culpados da última derrota com o Fortuna Dusseldorf (o décimo jogo seguido sem ganhar). Nubel pode assim ser o salvador e fazer um pouco as pazes com os adeptos. Ou não...
Guerra das televisões
Pedro Proença arranjou um sarilho por sugerir que alguns dos jogos fossem dados em canal aberto, mas não se pense que só por aqui há problemas. Em Inglaterra os clubes tentam evitar uma indemnização às televisões, que poderia ascender a centenas de milhões de euros e, entretanto, alguns dos jogos que não estavam vendidos até vão passar na BBC, o que não acontecia desde 1982. Em Itália há outra guerra com a Sky para tentar que a televisão pague 130 milhões que não pagou porque a Série A estava parada e o problema já está em tribunal. A Sky paga 1400 milhões de euros por época ao futebol italiano...
Basebol discute salários
Os donos dos "franchises" da MLB, o basebol americano, propuseram aos jogadores um corte nos salários em que os mais bem pagos passariam de 35 milhões de dólares para 7 milhões, enquanto os que ganham o salário mínimo só perderiam metade (de 563.500 para 262 mil). Os jogadores, que já aceitaram um primeiro corte na modalidade de pagamentos diferidos, não estão de acordo. E nos EUA isto pode dar um conflito longo embora todos queiram chegar a acordo até ao princípio da próxima semana.
