O calendário ficou mais apertado, a marcação de jogos gera queixas, reclama-se mais competitividade, mas Portugal ultrapassou a Rússia...
Anda toda a gente preocupada com os calendários e a marcação de jogos por causa da competitividade do futebol profissional português precisamente na altura em que este dá mostras de poder atingir já esta época o seu objetivo: ultrapassar os russos no ranking da UEFA e garantir três equipas (duas diretas na fase de grupos e uma nas qualificações) em 2021/22.
Importa realçar a campanha do Braga, que soma duas vitórias e um empate em metade dos seus jogos disputados na fase de grupos da Liga Europa
É verdade que as tutelas e os dirigentes/administradores se devem preocupar com o que antes desleixaram. Mas é ainda mais verdade que a competitividade não passa apenas pela proteção das equipas lusas nas eurotaças.
Importa diagnosticar antes de remendar. Ou seja, o futebol português não tem só de ultrapassar os russos. Tem de ser melhor do que é, tem de ser mais combativo lá fora e mais equilibrado cá dentro. E para isso não basta ultrapassar o poderio em decadência da potência do Leste, tão-só pelo facto de esta já não estar a investir tanto como o fez de há uma dezena de anos até, digamos, 2017/18.
Na época passada, as equipas portuguesas pontuaram abaixo do seu potencial, mas fizeram-no acima da pontuação russa. Mesmo com alguns dos nossos emblemas abaixo das expectativas, pontuámos mais do que eles. Por isso conseguimos, para já, ultrapassar o nosso adversário mais direto. A propósito, entre todos importa realçar a excelente campanha do Braga, que soma duas vitórias e um empate em metade dos seus jogos na fase de grupos da Liga Europa.
Conclusão: se nada realmente mudou e todos - sobretudo treinadores e dirigentes - reclamam mudanças, urge reestruturar a sério para dar maior competitividade aos nossos emblemas e ao nosso campeonato.
É que, para já, só estamos a aproveitar a decadência dos clubes russos. O problema é que há mais adversários atrás de nós e não estão assim tão longe. É hora de entendimentos globais e menos palavras de circunstância.
