DRAGÃO DO SUL - Parabéns a Rúben porque não se mostrou arrogante, apreço também para Conceição, que fez o que tinha de fazer.
Posso entender que uma equipa que tem o avanço que os de Alvalade têm sobre todas as outras equipas possam ir para o Dragão esperar que o tempo passe, rematando uma única vez uma bola que passou a vários metros da baliza na primeira parte.
Posso entender isso, tendo em conta que os sportinguistas também sabem que essa vantagem é inversamente proporcional à qualidade das duas equipas que ontem estiveram em campo e, com humildade, ficaram a ver jogar.
Primeira parte de grande superioridade do Futebol Clube do Porto, com um árbitro trapalhão e que permitiu ao Sporting ir para o intervalo com onze jogadores em campo. Uma vez mais, foi pelos critérios disciplinares que o FCP foi prejudicado. Não oferecem nenhuma dúvida os cartões que mais uma vez ficaram para mostrar. Assinalo dois amarelos a Tiago Tomás, aos 11 minutos por pé em riste sobre Mbemba e aos 26 por uma entrada por trás com uma joelhada na coxa de Sérgio de Oliveira.
Na segunda parte, o Futebol Clube do Porto podia ter marcado mais do que uma vez e voltou a estar por cima, mas houve mais Sporting que na primeira parte. Devem ter percebido que se jogassem o mesmo que nos primeiros 45 minutos envergonhava um bocadinho quem se apresenta como claro favorito para ganhar o campeonato. É da vida, em nada nos ajuda estar com choradeiras, mas eu cá estou, porque quando tivemos oportunidades para marcar golo, não marcámos.
Merece os parabéns o Rúben Amorim, não só porque manteve o FCP à distância mas também porque não se mostrou arrogante e manteve um discurso sereno e inteligente sobre a sua perspetiva do que foi o jogo. Igualmente uma palavra de apreço para Sérgio Conceição, que fez o que tinha de fazer com a equipa mas, infelizmente, não podia entrar para marcar o golo que os avançados não marcaram.
Obrigado, Alfredo Quintana
Obrigado por seres português nascido em Cuba, mostrando dessa forma que não há fronteiras, nacionalidades, credos ou raças que nos distingam.
Obrigado por seres tão bom como guarda-redes do FCP e da nossa seleção e com o teu exemplo teres recebido dos nossos rivais (SCP e SLB) manifestações de solidariedade com o nosso clube e a tua família. Obrigado também a eles.
Obrigado, sobretudo, por seres um homem de bem e por nos honrares com a tua escolha, afirmando-te portuense e portista, recusando, por exemplo, ofertas milionárias de um clube de Lisboa.
Vai em paz, o Futebol Clube do Porto, estou absolutamente certo, saberá honrar a tua memória e cuidar dos teus.
