O espanhol mostrou como um treinador proativo deve usar um bom plantel para agitar uma boa equipa. Divide com Tello o mérito da vitória do FC Porto em Braga
A visita do FC Porto ao Braga estava armadilhada. Na jornada 23, a equipa de Julen Lopetegui foi competente na vitória sobre o Sporting, mas o conjunto de Sérgio Conceição não lhe ficou atrás em Vila do Conde e, combinando os resultados, o acesso ao terceiro lugar passou a ser uma hipótese tão viável quanto apetitosa para os minhotos. Na perseguição ao líder Benfica, cumprindo a tarefa perante o último ocupante do pódio, o dragão acicatou... o adversário de ontem, nem que fosse para agarrar um ponto. O FC Porto não pode dizer que não estava avisado: para extrair um triunfo na Pedreira, não lhe bastava dar muito, tinha de dar tudo. E precisava de juntar pelo menos um golo à (outra vez esmagadora) posse de bola. No banco, Lopetegui mostrou de novo como um treinador proativo deve usar um bom plantel para fazer uma boa equipa - e agitá-la. Ao minuto 34 mandou Quaresma para aquecimento: foi o despertador de Brahimi. Na segunda parte, uma lesão muscular tirou Jackson do palco, mas não deu para chorar pelas consequências: o substituto, Aboubakar, fez o serviço para que Tello, inspirado e certeiro como o técnico, resolvesse num estádio onde o Benfica caiu, deixando o primeiro lugar a um ponto de distância e detonando o festejo efusivo de Lopetegui, que pode ser lido como uma "provocação" à equipa de Jorge Jesus, nestes termos: responda agora em Arouca, se for capaz.
