As fases bolha das provas europeias estão a acabar com a bola ao chefe
Bruno Fernandes já era o melhor marcador da Liga Europa e voltou a balançar as redes, mas o United está fora.
As equipas como somas de vontades e trabalho de grupo têm superado a mais-valia das estrelas dos contratos fabulosos
Segue por diante o Sevilha, emblema que mais vezes venceu a prova juntando Liga Europa/Taça UEFA. Em cinco presenças em finais, venceu-as todas. E foi com mérito que atingiu a sexta decisão, provando, outra vez, que neste tempo de fases finais em modo bolha, o jogo coletivo está a marcar pontos. É como se o mundo do futebol tivesse aproveitado para se unir e conspirar contra o modelo bola ao chefe.
As equipas como somas de vontades e trabalho de grupo têm superado a mais-valia das estrelas dos contratos fabulosos que ainda tenham a pretensão de jogar dessa forma. O plantel do United é indiscutivelmente melhor do que o do Sevilha, mas a equipa de Lopetegui é claramente mais forte do que a de Solskjaer. Viu-se até num naco de tempo da segunda parte em que os ingleses estiveram por cima que não foram capazes de resolver por terem demasiada gente a sentir-se tentada a fazê-lo sozinha. A capacidade individual veio ao de cima, mas além de eficácia faltou equipa.
Dificilmente haverá maior exemplo do triunfo do coletivo e de uma filosofia de jogo do que o Bayern Munique, mas estou curioso pela nova entrada em cena do PSG. É que as superestrelas Neymar e Mbappé também jogaram para a equipa, reivindicaram-se como operários especializadíssimos, sem laivos de egoísmo, sempre a pensar na equipa. Do Bayern há a garantia de fidelização ao sistema, quanto aos franceses há dúvidas e expectativas. E ninguém despreze Leipzig e Lyon, verdadeiros campeões da solidariedade em campo.
Hoje veremos como funcionará a maquininha do Shakhtar bem oleada de Luís Castro frente ao poderoso Inter.
