FORA DA CAIXA - Um artigo de opinião de Joel Neto.
O contra-ataque da UEFA e da FIFA não conclui a discussão sobre a Superliga Europeia - longe disso.
Mas o cerramento de fileiras sobre os jogadores que participem em tal prova é uma bomba atómica.
Primeiro, porque se trata da parte mais vulnerável da contenda: gladiadores apanhados numa guerra fratricida e assim reduzidos a carne para canhão. Depois, porque as autoridades do futebol sempre lutaram contra o recurso aos tribunais civis, mas um eventual conflito laboral entre clubes e jogadores - para que as duas superinstâncias estão a empurrar uns e outros - não terá onde resolver-se senão neles.
Ainda a procissão vai no adro. De resto, a minha aposta mantém-se: haverá Superliga, ainda que noutros moldes - a UEFA cederá, os clubes cederão e, de novo, quem se tramará são os campeonatos médios (como o nosso). Os clubes rebeldes preveem que, agindo sozinhos, pudessem ter à disposição 3500 milhões de euros (repito: três mil e quinhentos milhões de euros, uma verdadeira bazuca). É tentador. Ora, sem a UEFA e a FIFA o hipercapitalismo nunca teria triunfado no futebol. Mas, sem eles, também não.
Chega de "bullying"
O debate em torno das seis substituições de Paulo Fonseca tornou-se ridículo. Foi um erro colectivo num momento de stress.
Já vi jornalistas enganarem-se em resultados de jogos e também já vi cartolas comprarem e venderem a verdade desportiva por umas centenas de euros. Isto não é gravíssimo, é só caricato. Mas "tornou-se viral", não foi?
