Feliz Liga esta que pôde ser decidida no campo. Agora, chamem o povo
Terminou a mais longa e louca maratona do futebol português. Resta agora a final da Taça de Portugal para fechar as contas e pena é não haver equipas portuguesas obrigadas a aumentar ainda mais o período de atividade para darem resposta a compromissos europeus, mas esse capítulo estava encerrado antes das novidades pandémicas.
A Liga foi uma aventura e apostar em concluí-la depois do confinamento revelou-se uma decisão mais do que acertada, fundamental para a credibilidade do futebol português
A Liga foi uma aventura e apostar em concluí-la depois do confinamento revelou-se uma decisão mais do que acertada, fundamental para a credibilidade do futebol português. É fácil afirmá-lo agora, depois de tudo ter corrido bem, mas nesta terra de suspeições, suspeitos e verdadeiros artistas, era o próprio futebol e quem nele ainda acredita quem o exigia.
Faltou público, os primeiros jogos sem gente nas bancadas foram bastante estranhos, dez jornadas depois os estádios vazios continuam a ser uma dor de alma, mas resta a consolação de haver um campeonato decidido no campo. Todos puderam defrontar-se duas vezes e no final somaram-se os pontos que ditaram a hierarquização dos desempenhos. Houve festas, dramas, desilusões, sobressaltos e choro de última hora. Futebol, ao fim e ao cabo. Repartido, quase levado ao tapete pelo grande soco da pandemia, mas reerguido do chão.
Segue-se a final da Taça, umas férias completamente desajustadas dos costumes, com futebol europeu para ver, e depois o regresso para nova aventura, sempre à espera que o público possa voltar, nem que seja de forma faseada. Meio sal é melhor do que insosso e um dia será possível voltar a comer o pratinho a gosto. Ah!, e logo que possam acabem lá com as cinco substituições. Superplantéis para os ricos poderem mudar meia equipa a cada jogo só serve para cavar fossos ainda maiores. Voltem atrás. É mais justo e equilibrado.
