ECOS SEM VÍRUS
Liga coreana esta sexta-feira
O campeão até é treinado pelo português José Morais, como bem se sabe, e esta sexta-feira volta a liga sul-coreana de futebol. A Liga chegou a acordo com dez países para transmitir jogos - Croácia, China ou a região de Hong-kong estão entre eles - e França e Alemanha estão em negociações, diz Kwon Oh-gap, presidente da Liga.
É uma experiência importante para perceber o que vai acontecer noutros sítios, já que se trata de um país populoso e que teve covid em larga escala (chegou a ter 900 casos num dia). Mas teve enorme capacidade de testar a população e até agora parece ter conseguido parar a doença. Cada jogar foi testado, terá uma garrafa de água individualizada, não pode cuspir, os treinadores têm que usar máscara e para já não haverá público. Mas pode vir a haver.
Manchester City nos saldos
O Grupo Manchester City comprou mais um clube, o nono no seu portefólio - o Lommel da II Divisão da Bélgica. Porquê? Muitas vantagens. Barato - apenas dois milhões de euros; boas condições do país - os impostos dos clubes no país são muito favoráveis; muitos estrangeiros - não há limite de jogadores não comunitários; perto da Holanda - a dois ou três quilómetros da fronteira e mais perto de Eindhoven do que de qualquer clube belga. Finalmente é fácil subir de divisão - a II Liga belga tem só oito clubes. Certo é que a pandemia não parou o futebol - fora do campo ao menos.
A liberdade condicional
A expressão é do presidente da Liga alemã, Christian Seifert: "Vamos jogar sob liberdade condicional". Ou seja, a qualquer altura a Bundesliga pode parar se as coisas correrem mal a partir de 16 de maio. O regresso faz-se logo com um dos dérbis mais difíceis - Dortmund-Schalke 04 no sábado. "Não há risco zero a cem por cento, nem sequer para nós diz ainda Seifert. Mas prometemos que damos cem por cento para não haver positivos".
Premier volta mesmo?
Christian Purslow, o CEO do Aston Villa, manifestou dúvidas sobre o regresso da liga inglesa. Há seis clubes rebeldes e a decisão tem que ser unânime. "Há ainda coisas para resolver e é preciso satisfazer 20 clubes", disse ao "The Times".
"Com mais de 500 jogadores na Premier, é óbvio que vamos ter casos positivos, que jogadores vão ficar doentes. Ainda não falei com os meus jogadores mas já se sabe que uns estão dispostos a tudo e outros são mais cautelosos". Mas o prejuízo direto dos clubes seria perto de mil milhões de euros e por isso...
