Ninguém concordaria se a Lei mudasse e passasse a privilegiar os mais ricos no abono de família [...]. Mas quando a conversa mete bola, o espírito que permite construir sociedades mais justas é ignorado
A centralização dos direitos televisivos será importante para elevar o nível competitivo das ligas profissionais de futebol e a sustentabilidade dos clubes, embora nem todos entre os habituais candidatos aos títulos estejam dispostos a deixar de encaixar tanto dinheiro com as transmissões. Como se trata de futebol, milhares de adeptos encaram com naturalidade e até defendem as ideias dos respetivos presidentes. Alguns, apoiantes e comentadores em canais de televisão, deviam ter outro sentido de responsabilidade quando emitem opinião, até por ocuparem, ou já terem ocupado, cargos públicos. Ninguém concordaria se a Lei mudasse e passasse a privilegiar os mais ricos no abono de família ou a colocá-los em pé de igualdade com os mais pobres. Mas quando a conversa mete bola, o espírito que permite construir sociedades mais justas é ignorado. Adeus solidariedade.

