Chegar aos oitavos de final é otimizar a presença. A partir daí, tudo é benefício
A mais apetecida, e também invejada, competição europeia de clubes está de volta e entra hoje na fase a eliminar. Para os realistas padrões portugueses, após o sorteio inicial, chegar aos oitavos de final é uma missão; seguir por diante é acrescentar valor e aproximar-se da excelência, nesta altura impensável para os emblemas lusos, sem esquecer que os grandes feitos por vezes acontecem. O FC Porto atingiu essa fase. Foi bonito em termos desportivos, apurando-se com brilhantismo (cinco vitórias e um empate em seis jogos) e cumpriu o objetivo económico de ultrapassar a fase de grupos e acumular milhões de euros fundamentais para manter a máquina em funcionamento.
Atingido o patamar da otimização - os desníveis orçamentais não permitem sequer que se fale de mínimos, mas sim de meta -, a única legitimidade é pedir a quem lá chega que despreze o conformismo e não deixe entrar na cabeça dos jogadores o sentimento de missão cumprida. Em vez disso, é importante ir à procura de mais. Essa é a nova tarefa do FC Porto e tamanho desafio não podia agradar mais a Sérgio Conceição. O treinador é a certeza da ambição portista, do querer ir por adiante, de testar os limites.
Estar entre as melhores dezasseis equipas da Europa situa-se entre o importante e o bom, consoante a visão seja económica ou desportiva. Saltar para a próxima barreira, atingir o top 8 europeu, é só uma ambição legítima. Faz parte do benefício.
