A final a oito de Lisboa deixou saudades, mas agora será diferente: seis jogos dão festa para dois e prémio de consolação.
Aí está de novo a Liga dos Campeões, alegria de quem gosta de futebol, e desta vez faz-se acompanhar de uma responsabilidade acrescida.
Depois da qualidade de jogo e da intensidade exibidas naquela (de vários modos) extraordinária final a oito, de passagem confinada por Lisboa para alegrar o mundo inteiro, espera-se e deseja-se a manutenção do nível, embora todos saibamos quais são as diferenças entre um jogo a eliminar e outro a valer pontos num minicampeonato a quatro com saídas airosas para dois e prémio de consolação para o terceiro.
Em consciência não se pode exigir ao Ferencvaros um futebol aberto e desinibido tendo-lhe calhado em sorte partilhar o grupo com Barcelona e Juventus, ainda por cima tendo de começar a prova em Camp Nou. Talvez exista algum preconceito nesta apreciação, mas os clichés colam-se-nos com facilidade e são-nos vendidos com nome. Este chama-se ranking UEFA.
Aos grandes, sim, deve pedir-se ambição e qualidade, independentemente das táticas e modelos de jogo a adotar a rogo dos pontinhos. Um PSG-Manchester United tem de ser um grande jogo, como um Manchester City-FC Porto ou um Bayern Munique-Atlético Madrid. E um bom jogo não é obrigatoriamente composto por golos bonitos. Futebol é estratégia, redução de espaços, bolas paradas, agressividade, pelo na venta, um corte de carrinho sobrepor-se a um toque de calcanhar.
Está aí a Champions. Desfrutemos.
