Micael Sequeira foi o segundo melhor treinador do mês de janeiro, a cinco pontos percentuais de Bruno Lage.
Bruno Lage foi eleito pela Liga o melhor treinador do mês de janeiro.
Cinco vitórias valerem-lhe 28,36 por cento dos votos e a distinção, tendo superado por margem curta... Micael Sequeira (23,13%), treinador do Braga, vencedor de seis jogos no mesmo mês, sendo dois deles frente a Sporting e FC Porto na meia-final e final da Taça da Liga. Brincadeira!
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É o que dá o futebol do faz de conta. Rúben Amorim, candidato a prodígio, condutor meritório mas sem carta, não existe. E é premiado um treinador qualificado que, no Braga B, nem sequer fazia parte da equipa técnica do atual comandante. Trata-se de um ex-treinador da formação contratado para emprestar o diploma.
Um trabalhador qualificado com todo o direito a auferir um salário, como também acontece com Emanuel Ferro no Sporting, para dar outro exemplo, mas por ceder a qualificação. É uma nova profissão, exercida por alguém preparado para um ofício mas sem trabalho ou a ganhar menos. Toda a gente sabe quem manda no quê, quem é o líder, tenha ele mais ou menos credenciais académicas. Se não há uma lei a impedir Rúben Amorim e Silas de exercerem de facto os cargos para os quais foram contratados, para que serve este esquema de brincar ao faz de conta? Vem-me à ideia uma hipótese: estando no banco, se não resistirem à mordaça e exercerem a profissão escolhida e praticada às escondidas, podem ser multados.
Não vou discutir se queria ser tratado por um estudante de Medicina a exercer no lugar de um médico ou ter um filho numa escola cujos docentes não sejam licenciados. Afinal de contas, vai mostrando quem manda, isto não é assim tão sério. É futebol. Pode ter uma secção de fintas.
