Benfica despachou os reforços, FC Porto fez ajustes, o Sporting correu riscos e o Braga aguentou-se com os que tem
Dedicado a acertos, o mercado de janeiro fornece dados novos a cada ano. A maior novidade das mexidas da I Liga foi introduzida pelo Benfica: para ficar mais forte - persegue o FC Porto, está cinco pontos atrás e quer ser campeão - mandou embora os grandes investimentos do verão. Saem os reforços que não o foram e não entram substitutos. Entendem os responsáveis que o grupo fica mais bem servido sem eles e a tesouraria faz algum dinheiro. Não será o mais acabado ato de gestão, mas se Ferreyra e Castillo além de flops também funcionavam como sombras, é possível que as dispensas façam sentido. De qualquer forma não eram eles quem tapava João Félix, era a ideia de jogo entretanto modificada. Mais uma vez subsiste na Luz a ilusão de que de onde veio esse há mais para rendibilizar, esquecendo (omitindo?) que os alicerces são Fejsa, Jonas, Pizzi e Jardel.
Houve mais agitação entre os outros candidatos ao título. O FC Porto, já com Fernando e Manafá a jogar, teve uma intervenção de última hora para satisfazer um pedido do treinador. Loum, um ganhador de duelos, faz todo o sentido no futebol portista. É uma espécie de clone de Danilo, até nos 188 centímetros, e para além de alternativa poderá vir a ser sucessor. À partida é uma contratação de baixo risco, tanto pelo potencial como por conhecer bem o futebol português. Terá de lidar com o peso da camisola e por vezes não é fácil.
A Alvalade chegou gente nova, há outro tipo de necessidades, os custos impõem aquisições de risco, mas o Sporting continua a viver num PREC, transferido dos gabinetes para o relvado. Keizer tem um processo de revolução em curso e tem de se bater por ele sem se deixar engolir no turbilhão. Os dérbis serão mais determinantes do que o mercado.
No Braga, significativo foi ter aguentado todos quantos são importantes.
