Adepto da Alemanha invade campo com bandeira LGBT durante o hino da Hungria

Adepto da Alemanha invade campo com bandeira LGBT durante o hino da Hungria

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Redação com Lusa

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A cidade de Munique vestiu hoje o arco-íris, lembrando a luta da comunidade LGBT+ e contra a UEFA ter impedido a iluminação do estádio Allianz Arena com essas cores, ainda que um ativista tenha levado uma bandeira ao relvado.

A partida entre Alemanha e Hungria, decisiva para as contas do grupo F do Euro'2020, que inclui Portugal, ficou marcada pela questão política, na sequência de uma legislação repressiva na Hungria e da "nega" da UEFA à intenção alemã de iluminar o estádio com as cores.

Pouco antes do apito inicial da partida, um ativista saltou das bancadas para o relvado com uma grande bandeira do arco-íris, antes de a segurança o derrubar e retirar de campo.

De resto, sem o estádio colorido, a cidade não tardou em brilhar por outros espaços, entre espaços oficiais do município e vários outros locais da cidade, decorados com bandeiras que simbolizam a universalidade do movimento.

Em Marienplatz, principal praça da capital bávara, não faltavam bandeiras, o que também se viu na torre da Aldeia Olímpica, em moinhos de vento e noutros locais diversos.

"O arco-íris representa uma série de valores como a tolerância e a rejeição da discriminação, neste caso pela orientação sexual. Estes valores estão inscritos na nossa constituição e não são negociáveis", disse hoje o porta-voz do Ministério do Interior, Steve Alter.

Além das duras críticas, políticas, à nova legislação aprovada pelo parlamento húngaro um pouco por toda a Europa, também várias organizações, associações e outros intervenientes no setor do futebol apontaram o dedo à UEFA por travar a intenção de iluminar o estádio.

A iniciativa, proposta pelo município de Munique, visava manifestar apoio à comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) na Hungria, Estado-membro da União Europeia que aprovou recentemente uma lei que proíbe a divulgação de conteúdos sobre orientação sexual a menores de 18 anos.