Portugal contra "Bielorrússia poderosa e Hungria complicada" por um lugar no Euro

Portugal contra "Bielorrússia poderosa e Hungria complicada" por um lugar no Euro
Redação com Lusa

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De regresso à Seleção Nacional, Alex Ferreira, que jogou na Coreia do Sul, anteviu os próximos compromissos.

O capitão da seleção de voleibol, Alexandre Ferreira, considerou que Portugal vai defrontar "adversários muito fortes", na abordagem ao objetivo inédito de marcar presença em duas fases finais consecutivas de campeonatos da Europa.

Na derradeira fase de apuramento para o Europeu de 2021, a seleção nacional defronta, em dois torneios no grupo G, a Noruega, a Bielorrússia e a Hungria. Portugal acolhe o torneio 2 do grupo G, de 14 a 16 de maio, em Matosinhos, enquanto a Hungria recebe o 1, de 07 a 09 de maio.

"A Bielorrússia é uma seleção que tem vindo a crescer; na última edição mostrou estar à altura de uma final na Golden League [finalista vencida em 2019], por isso temos de esperar um adversário muito forte", assegurou Alexandre Ferreira aos canais de comunicação da federação.

Apuram-se para o Europeu 2021, organizado pela Polónia, República Checa, Estónia e Finlândia, os vencedores dos sete grupos de qualificação e os cinco melhores segundos classificados.

As 12 seleções apuradas nestas fases de qualificação irão juntar-se aos quatro organizadores e às outras oito seleções já qualificadas de acordo com a classificação final da edição de 2019.

"Como fatores contra os nossos propósitos, destacaria o cansaço de final de época, certamente, e tenho a certeza de que vamos defrontar uma Bielorrússia poderosa e uma Hungria complicada, ambas fortes no aspeto físico", disse o zona 4.

O capitão juntou-se mais tarde ao grupo de trabalho em Matosinhos, devido à disputa do título de campeão sul-coreano da V-League, que a sua equipa, o Seoul Woori Card Wibee VB, perdeu, num jogo em que o português foi distinguido com a "triple crown" (melhor no ataque, serviço e bloco).

"O balanço é positivo, apesar de toda esta situação. Foi uma época bastante longa, com 10 meses sem parar de jogos e de treinos intensos. No "play-off" final, tínhamos apenas 10% da lotação máxima com direito a assistir aos jogos, ou seja, sensivelmente entre 200 a 300 pessoas. Perdemos na final, infelizmente, mas saí contente com a minha prestação a jogar de oposto", recorda.

Um dos aspetos que Alexandre Ferreira considera positivo nesta fase decisiva de apuramento para o Europeu 2021 é o facto de o segundo torneio do grupo G decorrer em Portugal.

"Jogar em casa é sempre um fator a favor. E tem sido bom para nós nestes últimos anos, pois temos obtido bons resultados, com poucas derrotas, por isso sim, creio que o facto de jogarmos em Portugal poderá pesar a nosso favor". defendeu.