Leixões tem mexido no mercado promete voltar revigorado

Leixões tem mexido no mercado promete voltar revigorado
Catarina Domingos

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No ano em que podiam ser "tetra", as sereias foram apenas sextas, desilusão que levou a uma reformulação no plantel. Nos masculinos também há talentos, sendo a meta ficar nos seis primeiros

Ainda a pandemia não tinha paralisado o desporto e forçado o fim precoce das competições nacionais, já o Leixões, o emblema com mais títulos do voleibol feminino (18 campeonatos), preparava 2020/21, prometendo apresentar-se em elevado nível. Para as sereias, que perseguiam o tetracampeonato, a temporada estava a ser "muito aquém das expectativas", nas palavras do presidente Jorge Moreira.

"Tínhamos um projeto de cinco anos, que era tricampeão nacional e de onde saíram oito jogadoras. Normalmente são 12 que vão a jogo. Estamos a falar de mais de 70 por cento de um plantel e de jogadoras experientes. Depois, quando fomos ao mercado, já muitas estavam apalavradas com outros clubes e daí recorrermos ao mercado internacional. Contratámos cinco estrangeiras e, por questões de adaptação e de comunicação, os resultados não foram os esperados. Agora começámos a preparar com mais antecedência. É um investimento que não é tanto financeiro, mas na qualidade das jogadoras", explicou a O JOGO o responsável, lembrando que há "uma gestão equilibrada" em Matosinhos.

"Também ficámos sem as contribuições dos associados, mensalidades dos escalões dos vários desportos e perdemos patrocínios. Tivemos algumas empresas que pediram imensa desculpa, mas não tinham condições de manter o apoio. Mas já tínhamos alguns sponsors assegurados. Não damos passos maiores do que a perna. Quando vamos buscar jogadores, temos de ter a certeza que vamos cumprir com eles", sublinha.

Devendo apresentar três atletas na próxima semana - Juliana Antunes e Viviane Isidoro, que representaram AJM/FC Porto esta época poderão ser duas delas -, o plantel às ordens de Miguel Coelho já conta com Carina Moura (ex-AJM/FC Porto), Eliana Durão, Fabíola Gomes (ambas ex-Porto Vólei) e Inês Peneda (ex-Boavista), continuando Inês Ferreira, Adriana Monteiro, Carla Sousa e Beatriz Basto.

Vítima de algum desinvestimento nos últimos anos, a equipa masculina, orientada por Paulo Pardalejo, também está a ser preparada atempadamente, mantendo-se Nuno Gonçalves, Bruno Sousa e Alexandre Pereira. Marcus Borlini (ex-Ac. S. Mamede), Tomás Guerra (ex-Castêlo da Maia) e André Rosa (ex-Esmoriz) são reforços, pretendendo-se "uma equipa mais competitiva, que possa ombrear pelos seis primeiros", uma classificação bem diferente da última: 13.º lugar ao cabo de 24 jornadas.

Jorge Moreira: "Os adeptos farão falta"


Para acompanhar a aposta que o Leixões está a fazer no voleibol, Jorge Moreira espera que na próxima temporada possa haver público nas bancadas.

"Não consigo conceber um espectáculo à porta fechada, perde-se a essência e, no caso concreto do Leixões, os adeptos marcam a diferença", defendeu.

O presidente do clube duvida, no entanto, que seja possível "começar as competições em setembro". Com as instalações da Matosinhos Sport fechadas, os dois plantéis vão treinando individualmente, com ligações através do Zoom.