Brasil, campeão olímpico em título, desilude no voleibol masculino

Brasil, campeão olímpico em título, desilude no voleibol masculino
Redação com Lusa

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Derrota por 3-0 frente ao Comité Olímpico Russo.

O Brasil não está a mostrar em Tóquio os galões de campeão olímpico de voleibol masculino e perdeu esta quarta-feira com o Comité Olímpico Russo por 3-0, caindo para terceiro no seu grupo de apuramento para os "quartos".

O contraste com a formação de há cinco anos no Rio2016 é mesmo muito forte e nestes Jogos Olímpicos de Tóquio os brasileiros, que já tinham tremido com os argentinos, foram incapazes de superar o acerto dos russos, que lideram o grupo e já avançam para os quartos de final da competição.

Os parciais foram de 25-22, 25-20 e 25-20, com uma atuação de gala dos russos, que comandam o chamado 'grupo da morte', que também inclui Estados Unidos, França, Argentina e Tunísia.

Vencedores dos tunisinos por 3-1, os Estados Unidos também estão praticamente assegurados do apuramento, enquanto a Argentina se relançou, com o triunfo de 3-2 sobre a França.

Após esta jornada, o grupo B tem na frente a equipa russa, com três vitórias, seguida de Estados Unidos e Brasil, com duas, França e Argentina, com uma, e Tunísia, que já registou três derrotas.

Para o grupo A, a indefinição é bem maior, com cinco equipas a terem resultados mais equilibrados - a exceção é a Venezuela, que não deve escapar ao último posto.

Destaque para a primeira vitória do Canadá, com 3-0 ao Irão, que vinha de duas vitórias. Nos outros dois jogos, confirmou-se o favoritismo dos polacos (3-1 aos venezuelanos) e dos italianos (3-1 aos japoneses).

Na classificação, está tudo em aberto, ainda, com Polónia, Japão, Irão e Itália com duas vitórias cada. O Canadá, com uma vitória, reentrou nas contas dos primeiros lugares e só a Venezuela 'destoa', só com derrotas e por números 'pesados'.

Para o jogo grande do dia, que opôs os dois últimos campeões olímpicos, o selecionador dos sul-americanos, Renan Dal Zotto manteve a base da equipa, a dar tudo para pressionar nos primeiros tempos.

A seleção brasileira conseguia manter-se na frente do marcador, até que a seleção adversária se encontrou no jogo, graças a um bloco irrepreensível. A equipa do Comité Olímpico Russo virou o marcador e depois soube segurar a vantagem, com os brasileiros sem solução para o 'paredão' russo.

No segundo set manteve-se o quadro de um bloco russo acertado, a compensar os erros de serviço que 'ofereciam' pontos ao adversário.

Renan Dal Zotto mexeu na equipa, que melhorou, mas sem conseguir evitar o 2-0.

O terceiro set foi o mais equilibrado em termos de jogo, com muitas trocas de pontos e sem vantagem confortável até aos momentos finais, em que os russos embalaram de novo. O Brasil tentava reagir e recuperar no marcador, mas tinha dificuldades e cometia erros em momentos cruciais. Do outro lado, o Comité Olímpico Russo jogou muito e fechou o jogo com uma atuação de gala.

Dmitry Volkov, com 19 pontos, foi a grande figura da seleção russa, que já começa a ser apontada como favorita ao título em Tóquio.