Assim está o medalheiro: deslize dos Estados Unidos na ginástica mantém Japão líder

Assim está o medalheiro: deslize dos Estados Unidos na ginástica mantém Japão líder
Redação com Lusa

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Biles, de 24 anos, foi substituída em plena final por razões médicas.

O deslize dos Estados Unidos no concurso completo feminino por equipas na ginástica artística, agudizado pela retirada de Simone Biles, tetracampeã no Rio2016, ajudou o Japão a manter a liderança do medalheiro olímpico de Tóquio2020.

Biles, de 24 anos, considerada uma das melhores ginastas de sempre, foi substituída em plena final por razões médicas, após só ter cumprido a prova de salto, desfalcando a seleção vencedora em Londres2012 e Rio2016, que foi destronada pela representação russa, com 169.528 pontos, enquanto a Grã-Bretanha "carimbou" o último lugar do pódio.

O país de Leste triunfou 29 anos depois, repetindo o desfecho no concurso masculino, e chegou aos seis "ouros" ao quarto dia de competição, menos três do que China, "dona" de 21 "metais", e Estados Unidos, com um total de 25, enquanto o Japão conta 10 "ouros".

A "Team USA" abriu o dia a falhar o sétimo título olímpico seguido nos 100 metros costas masculinos de natação, com o recordista mundial e campeão do Rio2016 Ryan Murphy atrás dos russos Kliment Kolesnikov e Evgeny Rylov, vencedor, em 51,98 segundos.

Já a surpreendente Lydia Jacoby, de apenas 17 anos, impôs-se na final dos 100 bruços, com 1.04,95 minutos, à frente da sul-africana Tatjana Schoenmaker, segunda, e da compatriota Lilly King, recordista mundial e ex-campeã olímpica, que foi terceira e consentiu a primeira derrota numa final daquela distância desde dezembro de 2016.

A australiana Kaylee McKeown, de 20 anos, atual recordista do mundo nos 100 metros costas femininos, renovou o máximo olímpico pela quinta vez em três dias, gastando 57,47 segundos, à frente da canadiana Regan Smith e da americana Regan Smith.

Na ausência do derradeiro campeão olímpico, o chinês Sun Yang, o britânico Tom Dean arrebatou o "ouro" na final dos 200 metros livres masculinos, em 1.44,22 minutos, para suplantar o compatriota Duncan Scott, "prata", e o brasileiro Fernando Scheffer, "bronze".

O surf atribuiu o primeiro título masculino ao brasileiro ítalo Ferreira, graças ao triunfo na final sobre o japonês Kanoa Igarashi, tendo o australiano Owen Wright terminado em terceiro, afastando do pódio o "canarinho" Gabriel Medina, líder da hierarquia mundial.

Mais afortunada foi a comandante da hierarquia feminina, a americana Carissa Moore, ao bater a sul-africana Bianca Buitendag para chegar à outra medalha de ouro de uma das modalidades em estreia, após a japonesa Amuro Tsuzuki ter consumado o "bronze".

Espanto causou a japonesa Naomi Osaka, eleita para acender a pira olímpica e segunda do "ranking" mundial de ténis, ao ser eliminada nos "oitavos" do quadro de singulares femininos pela checa Marketa Vondrousova, apenas 42.ª, com os parciais de 6-1 e 6-4.

No softebol, a primeira modalidade a arrancar em Tóquio2020, a dois dias da Cerimónia de Abertura, os anfitriões defenderam a medalha de ouro arrebatada há 13 anos, ao vencer os Estados Unidos, já depois de o Canadá ter levado para casa a de bronze.

O Japão manteve ainda o domínio no torneio masculino de judo, agora em -81 kg, com uma vitória por "waza-ari" de Takanori Nagase face ao mongol Saeid Mollaei, ficando em terceiro o belga Matthias Casse, campeão mundial, e o austríaco Shamil Borchashvili.

Em -63 kg femininos, a vitória por "waza-ari" da francesa Clarisse Agbegnenou sobre a eslovena Tina Trstenjak inverteu o desfecho de há cinco anos, após a italiana Maria Centracchio e a canadiana Catherine Beauchemin-Pinard terem repartido o "bronze".

O "cross country" feminino consagrou um pódio inteiramente suíço, com Jolanda Neff a concluir os 20,55 quilómetros em 1:15.46 horas, à frente de Sina Frei e Linda Indergand, 85 anos após o país somar três dos quatro "metais" no exercício do solo de ginástica.

Flora Duffy concedeu às Bermudas um inédito "ouro", ao atacar no arranque do segmento da corrida para vencer a prova feminina de triatlo, em 01:55.36 horas, deixando a "prata" para a britânica Georgia Taylor-Brown e o "bronze" com a norte-americana Katie Zaferes.

Nos saltos para a água, a China alcançou o sexto título em outras tantas finais femininas na plataforma a 10 metros, ao somar 363,78 pontos, para se impor com a mais larga vantagem de sempre aos Estados Unidos, segundo colocado, e ao México, terceiro.

Os chineses também venceram as inéditas provas de pistola de ar a 10 metros por equipas mistas, derrotando na final a Rússia, a competir sob bandeira do seu comité olímpico, por 16-14, com a Ucrânia a fechar o pódio, e de carabina de ar a 10 metros em pares mistos, ao vencer os Estados Unidos, por 17-13, ficando os russos em terceiro.

A Estónia regressou aos títulos olímpicos 13 anos depois, já que suplantou a Coreia do Sul na final da prova feminina por equipas de esgrima, com a Itália a obter o "bronze".

O halterofilismo concluiu duas categorias femininas, a começar pelos 59 kg, na qual a taiwanesa Hsing-Chun Kuo, terceira no Rio2016, fixou novo recorde olímpico, ao erguer 236 quilos, distanciando-se da turquemena Polina Guryeva, segunda, que ofereceu o primeiro "metal" àquela ex-república soviética, e da japonesa Mikiko Andoh, terceira.

Em 64 kg, a canadiana Maude Charron levantou um acumulado de 236 quilos para se adiantar à italiana Giorgia Bordignon, "prata", e à taiwanesa Wen-Huei Chen, "bronze".

O evento feminino de K1 em canoagem "slalom" foi vencido pela alemã Ricarda Funk, com 105,50 pontos, destronando a espanhola Maialen Chourraut, campeã olímpica no Rio2016, tendo a australiana Jessica Fox repetido a medalha de bronze de há cinco anos.

Num dia em que foram concluídos 22 eventos, a prova de ensino em equestre tornou a "coroar" a Alemanha, com 5392.5 pontos, face à Grã-Bretanha e aos Estados Unidos.

O taekwondo fechou com a vitória do russo Vladislav Larin sobre o macedónio Dejan Georgievski na final da categoria masculina de +80 kg, em que o cubano Rafael Alba Castillo e o sul-coreano Kyo Don In vingaram na disputa pela medalha de bronze.

Em +67 kg femininos, a sérvia Milica Mandic derrotou a chinesa Dabin Lee na partida decisiva, repetindo o feito de Londres2012, tal como fez a britânica Bianca Walkden em relação ao terceiro lugar no Rio2016, desta vez ao lado da francesa Althea Laurin

Já a seleção de basquetebol feminino dos Estados Unidos, hexacampeã em título, segue com 50 vitórias seguidas em Jogos Olímpicos, depois de bater na estreia a Nigéria, por 81-72, numa série iniciada com a conquista da medalha de bronze em Barcelona1992.