Tenistas não vacinados em risco de não competir no Open Austrália

Tenistas não vacinados em risco de não competir no Open Austrália
Redação

Tópicos

Organizadores confiam que jogadores poderão atuar caso realizem quarentena, mas o primeiro-ministro do país disse que "ainda não foi tomada decisão para atribuição de vistos"

Os tenistas sem vacina contra a covid-19 tomada poderão ser impedidos de competir no Open da Austrália dado que o estado em que a prova se realizará (em Melbourne) introduziu uma lei que obriga atletas profissionais a estarem vacinados.

"Não creio que um tenista não vacinado vá obter um visto para entrar neste país. Se recebessem um visto, provavelmente teriam de ficar em quarentena durante algumas semanas", disse o presidente do estado de Victoria, Daniel Andrews, citado pela BBC.

"[O vírus] não quer saber de classificações ou vitórias no ténis. É completamente irrelevante. É preciso estar vacinado para se manter seguro e para manter os outros em segurança", acrescentou o político australiano.

Como eventual consequência desta obrigação, o tenista número um mundial Novak Djkovic afirmou, na passada segunda-feira, não ter certeza de que defenderia o título em Melbourne, a partir de 17 de janeiro, tendo recusado garantir que está vacinado.

O atleta sérvio, 20 vezes vencedor de Grand Slam na carreira, considerou que o estado de vacinação é "um assunto privado", pelo que o inquérito de que foi alvo é "inapropriado", deixando no ar a incerteza de viajar até a Austrália em 2022.

"Vai haver bastantes restrições. Não se pode esperar que um tenista profissional esteja nesse tipo de quarentena, sem sair do quarto de hotel, e continue a jogar a bom nível. O pior é um aumento do risco de lesões", afirmou Djokovic.

Os organizadores do Open da Austrália confiam, ainda assim, que os jogadores poderão competir caso realizem um período de quarentena duas semanas antes do arranque, mas Scott Morrison, primeiro-ministro do país, esclareceu que "ainda não foi tomada uma decisão para permitir atribuição de vistos".

Em 2021, a edição da competição foi adiada por três vezes devido à evolução da pandemia de covid-19 e os jogadores participantes necessitaram de ficar confinados num hotel durante quinze dias à chegada à Austrália.