"Não quero jogar contigo em mais finais, foi muito duro"

"Não quero jogar contigo em mais finais, foi muito duro"
Redação com Lusa

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Naomi Osaka conquistou no sábado pela segunda vez o US Open

A tenista japonesa Naomi Osaka conquistou no sábado pela segunda vez o US Open, ao vencer a bielorrussa Victoria Azarenka, em três 'sets', na final do torneio do 'Grand Slam'.

Apesar de ter começado o encontro a perder, Osaka, nona do 'ranking' mundial, venceu Azarenka, 27.ª, por 1-6, 6-3 e 6-3, em uma hora e 53 minutos.

A tenista japonesa, que na segunda-feira vai ascender à terceira posição da hierarquia WTA, repetiu o triunfo de 2018 em Nova Iorque, conquistando aos 22 anos o terceiro 'major' da carreira, depois de também ter vencido o Open da Austrália em 2019.

O feito de Osaka é ainda mais significativo, uma vez que é a primeira tenista de um país asiático a ganhar três títulos do "Grand Slam", ultrapassando a chinesa Na Li, que conquistou dois, e a quinta jogadora na era Open (desde 1968) a vencer as primeiras três finais em "majors" em que participou, juntando-se a Virginia Wade, Monica Seles, Lindsay Davenport e Jennifer Capriati

Num estádio Arthur Ashe vazio, a japonesa de 22 anos, que reside nos Estados Unidos, quebrou ainda outra marca histórica, ao tornar-se na primeira mulher a sagrar-se campeã depois de perder o primeiro "set" desde 1994, quando Arantxa Sánchez Vicário conseguiu igual proeza diante da alemã Steffi Graf.

Numa cerimónia sem brilho e parca em emoções, Osaka foi parca em palavras, agradecendo a todos à sua volta e explicando que se deitou no "court", para celebrar o título, para "copiar" outros vencedores, mas sem percalços.

"Vejo todos colapsarem depois de um "match point", e queria fazê-lo de forma segura", justificou, antes de explicar que a reviravolta no marcador se deu por ter considerado "que seria muito humilhante perder em menos de uma hora".

Mais emocionada do que a vencedora, Victoria Azarenka lamentou que à terceira não tenha sido de vez, reportando-se às três finais perdidas em Flushing Meadows (foi finalista derrotada em 2012 e 2013, frente à norte-americana Serena Williams),

"Parece que vou ter de tentar outra vez... Não são tempos fáceis, mas estou muito grata por poder jogar frente a milhões de pessoas em todo o mundo, que infelizmente não estão aqui. É uma bênção, foi uma longa jornada, espero ver-vos em breve", declarou a tenista que afastou Serena Williams nas "meias", confessando esperar encontrar Osaka noutras finais.

Vencedora do Open da Austrália em 2012 e 2013, a antiga número um mundial, de 31 anos, não chegava à final de um "major" desde o US Open de 2013, tendo passado por uma longa travessia do deserto desde que foi mãe em 2016. A bielorrussa enfrentou uma batalha judicial pela guarda do filho que a impediu, inclusive, de participar em torneios.

"Quero dar-te os parabéns e não quero jogar contigo em mais finais, foi muito duro. Costumava ver-te jogar aqui e estou muito grata por ter jogado contigo", brincou Osaka, antes de receber o troféu de campeã.