João Sousa com "ritmo competitivo", mas sem garantir "grande torneio"

João Sousa com "ritmo competitivo", mas sem garantir "grande torneio"
Redação com Lusa

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Tenista português prepara-se para entrar em ação em Roland Garros.

O tenista português João Sousa chega "com ritmo competitivo" a Roland Garros, segundo Grand Slam da temporada, após ter disputado no sábado a final do torneio de Genebra, mas mostra-se cauteloso, até porque "as condições são diferentes" em Paris.

O vimaranense, número um nacional e 63.º colocado no ranking, perdeu a sua 12.ª final de um torneio ATP para o norueguês Casper Ruud, oitavo classificado na hierarquia mundial, em três sets, por 7-6 (7-3), 4-6 e 7-6 (7-1), e só no domingo chegou à "catedral da terra batida", onde fez "um pequeno treino de adaptação."

"Obviamente que depois da final de Genebra e dos encontros que joguei, estou com ritmo competitivo, o que é bom. No entanto, não quer dizer que vá fazer um grandíssimo torneio, como fiz na semana passada. As condições são diferentes e, portanto, vou tentar adaptar-me da melhor maneira para continuar a jogar a esse grande nível, que é o objetivo", afirmou, em declarações à Lusa.

João Sousa só entra em ação em Roland Garros na terça-feira para disputar a primeira ronda do quadro principal - que perdeu, entretanto, o outro português em prova, Nuno Borges, eliminado em quatro sets pelo russo Karen Khachanov - e mostra-se um pouco cauteloso, uma vez que também não conhece muito bem o adversário da China-Taipé, Chun-Hsin Tseng (109.º ATP), de 20 anos, oriundo da fase de qualificação.

"Se conseguir jogar a um bom nível, vou fazer naturalmente grandes encontros. Depois, posso vencer ou não. No sábado, fiz um grande encontro e acabei por não vencer. O meu primeiro adversário vem do qualifying, vem também com ritmo competitivo, não o conheço muito, mas certamente está motivado para fazer um grande encontro e é isso que espero: um grande encontro", acrescentou.

Em 11 participações no quadro principal do torneio francês do Grand Slam, Sousa, de 33 anos, atingiu apenas quatro vezes a segunda jornada, sendo que nos últimos quatro anos foi eliminado na estreia.

Apesar de ser o "major" em que tem sido menos bem-sucedido, tendo em conta que já disputou a terceira ronda do Open da Austrália (2015, 2016 e 2019) e oitavos de final de Wimbledon (2019) e Open dos Estados Unidos (2018), João Sousa apresenta-se, este ano, em Roland Garros, com um título ATP conquistado, em fevereiro, em Pune, na Índia, e com exibições de grande nível em Genebra, onde se sagrou vice-campeão, pela segunda vez na carreira, depois da primeira em 2015.

Além do quadro de singulares masculino, João Sousa vai ainda juntar-se ao georgiano Nikoloz Basilashvili para discutir com sérvio Miomir Kecmanovic e o norte-americano Nicholas Moroe a passagem à segunda ronda da competição de pares, que contará também com a participação do português Francisco Cabral ao lado do dinamarquês Holger Rune no confronto com os franceses Richard Gasquet e Jo-Wilfried Tsonga.