"O árbitro a quem Serena Williams chamou ladrão segue as regras à risca"

"O árbitro a quem Serena Williams chamou ladrão segue as regras à risca"

New York Times traça o perfil de Carlos Ramos, o árbitro conhecido pela sua "rigidez" e que já não é estranho a polémicas com jogadores do ATP.

A polémica final feminina de sábado entre Serena Williams e Naomi Osaka continua a dar que falar. No meio da tempestade mediática que começou com a derrota da tenista norte-americana está o árbitro português Carlos Ramos, acusado de sexismo e apelidado de "ladrão e mentiroso" por Serena Williams. Face à polémica, o jornal norte-americano New York Times traçou o perfil do português, conhecido pela sua "rigidez".

"O árbitro a quem Serena Williams chamou ladrão na final feminina do Open dos Estados Unidos, no sábado, tem há algum tempo vindo a seguir à risca as regras com as maiores estrelas do ténis, masculinas ou femininas", pode ler-se. No jogo, Carlos Ramos puniu Serena Williams três vezes: primeiro por coaching, depois por partir a raquete e, por fim, por insultar verbalmente o árbitro.

A abordagem do juiz português foi elogiada por uns, mas criticada por outros. Enquanto alguns críticos acreditam que Carlos Ramos podia ter feito mais para acalmar a situação e evitar que tomasse proporções indesejadas, outros acreditam que o português foi "firme mas justo" na sua abordagem, em linha com a sua postura habitual.

O artigo do New York Times faz ainda referência a um jogo de 2017 entre Rafael Nadal e Roberto Batista Agut. Nesse jogo, Carlos Ramos puniu Nadal duas vezes por considerar que o espanhol estava a demorar demasiado tempo a servir, sendo que a segunda penalização custou um ponto a Nadal. No final da partida, o espanhol, algo irritado, afirmou que o árbitro português "estava à procura de erros", mas acabou por expressar o "enorme respeito" por Carlos Ramos.